Formatos de projeto de linha: o que cada um guarda
Shapefile, .cn1, ISOXML, KML: o que sobrevive à conversão e o que se perde no caminho.
Converter entre formatos não é traduzir palavra por palavra: cada formato guarda um conjunto diferente de informação, e o que o destino não tem, se perde.
O que costuma existir num projeto de linha
- bordadura — o contorno da área de trabalho, às vezes com ilhas;
- linhas-guia — AB (reta entre dois pontos), A+ (ponto e rumo), curva, pivô (centro e raio), cabeceira;
- metadados — nome de cada item, largura do implemento, rumo.
O que cada formato guarda
Shapefile. Geometria e atributos livres. Guarda bordadura com ilhas e linhas, e a largura cabe num campo da tabela. Não tem noção própria de "linha AB" ou "pivô": tudo é polígono ou polilinha, e o tipo vira convenção de nome.
.cn1 (CNH Pro700 / Intelliview IV). Não é um arquivo: é um diretório com a hierarquia
produtor → fazenda → talhão e os registros de contorno e linhas. Guarda a
bordadura com nome, e as linhas em grupo — o nome é do grupo, não de cada
linha. Resolução de 1e-8 grau, cerca de 1 mm.
ISOXML (ISO 11783-10). O formato de intercâmbio do ISOBUS. É o mais completo em vocabulário: tem tipo de polígono, tipo de linha, tipo de padrão de orientação (AB, A+, curva, pivô, espiral) e largura em milímetros.
KML. Para conferir no Google Earth. Guarda a geometria e o nome; não guarda largura de implemento nem tipo de linha. Serve para vistoria visual, não para levar ao monitor.
Uma regra prática
Converta sempre a partir do formato mais rico que você tem. Passar por um
formato pobre no meio do caminho descarta informação que não volta: exportar de
ISOXML para KML e depois de KML para .cn1 perde a largura do implemento, que
estava lá no começo.
O portal mostra, antes de você confirmar a exportação, exatamente o que o formato de destino não consegue representar na sua seleção.